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ARTIGO

Bolsonaro - Tormenta - Paranoia - Escândalo

O livro traz detalhes surpreendentes sobre a crise interna do primeiro ano do mandato de Bolsonaro,

16/01/20, 11:56
Por Miguel Dias Pinheiro, advogado, procurador aposentado e ex-professor universitário (foto)

A
pós a repercussão mundial do filme/documentário “Democracia em Vertigem”, com enredo mostrando a ascensão do PT ao poder com Lula, a derrocada com o impeachment de Dilma e a chegada de Bolsonado ao Palácio do Planalto, agora o governo enfrenta outro trabalho literário devastador, o livro “Tormenta: O governo Bolsonaro: crises, intrigas e segredos”. O documentário revela como opera o governo do 38° presidente da República, que forças se digladiam entre as paredes do Planalto e de que forma as crenças e os temores ― reais e imaginários ― de Bolsonaro e de seus filhos influenciam os rumos do Brasil. Inquestionavelmente instigante!

Em sinopse, o livro traz detalhes surpreendentes sobre a crise interna do primeiro ano do mandato de Bolsonaro, revelando segredos dos generais que o cercam, intrigas que corroem o primeiro escalão do poder e bastidores que não chegaram aos jornais e à imprensa em geral. Mais do que mostrar as peculiaridades e a dinâmica do governo - e de nos situar no calendário dos atribulados primeiros 365 dias de gestão -, a narrativa da jornalista Thaís Oyama ajuda o leitor na compreensão do ano que passou e a vislumbrar o que nos aguarda para o futuro. Que se avizinha obscuro.

Em “Tormenta”, segundo o jornal Folha de S.Paulo, Thaís Oyama afirma, categoricamente, que a razão pela qual a deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) não foi vice na chapa presidencial foi revelada pelo próprio Jair Bolsonaro: “Essa mulher vai pedir meu impeachment”.

Segundo ainda o livro, Bolsonaro não ficou tranquilo com a escolha de Hamilton Mourão como vice. Já no exercício do cargo, o presidente confidenciou a interlocutores que “desconfia” que o vice-presidente cobiça o cargo dele e conspira contra ele. Veja a informação absolutamente constrangedora: “Num fim de semana de outubro, enquanto tomava água de coco na beira da piscina do Alvorada com um amigo, o presidente disse que, apesar do receio que tinha de ser alvo de drones, gostava de conversar ao ar livre porque dificilmente seria grampeado”, escreve Oyama. “Seu temor, confidenciou, era ser espionado por Mourão.”

Com fatos, Oyama mostra no livro que Bolsonaro tem mania de perseguição. E determinou, inclusive, que a assessoria do amigo e deputado federal Hélio Lopes (PSL-RJ), conhecido como Hélio Negão, faça uma “caça de esquerdistas” no segundo escalão dos ministérios, vasculhando redes sociais atrás de menções a Lula, por exemplo. “Jair Bolsonaro tem raciocínio binário, dizem conhecidos de longa data”, registra a autora do livro. “Quem não é seu amigo é seu inimigo. E enquanto os amigos de verdade são poucos, os inimigos estão em toda a parte.”

O livro, enfim, mostra com detalhes muito característicos de que Bolsonaro é um indivíduo “paranoico”, um ser com distúrbio mental que pensa ou suspeita errada e obsessivamente que outra pessoa esteja tentando prejudicá-lo.

Realmente, um livro devastador! Que mostra as entranhas do poder. Veja algumas informações:

• Bolsonaro quis demitir o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, depois dele se manifestar contra uma decisão do STF sobre investigações do Coaf que beneficiaria o senador Flávio Bolsonaro. O ministro Augusto Heleno convenceu Bolsonaro a voltar atrás.

• Carlos Bolsonaro quis que um primo dele ganhasse um cargo no Palácio do Planalto, mas foi impedido por críticas do então ministro Santos Cruz.

• Bolsonaro pediu para que Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, não comparecesse ao Ministério Público do Rio de Janeiro para prestar depoimento.

• O presidente xingou o vice-presidente ao receber um tuíte falso no qual Mourão teria dito que “o filho de um amigo meu” precisa de “um bom psiquiatra”, especializado em vício nas redes sociais.

- O senhor mandou o Queiroz faltar ao depoimento, presidente? - questionou um jornalista a respeito da informação do livro. - Bolsonaro deu as costas.

Segundo o documentário, o general Heleno, hoje chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, teria disparado e se afastado de um encontro com empresários em São Paulo: “O cara não sabe nada, pô! É um despreparado” – reportando-se a Bolsonaro. Sem o general saber, as declarações dele foram gravadas.

Incontroversos, os fatos relatados no livro são absolutamente impressionantes! Mostram, às claras, que Bolsonaro é um “mito de pés de barro”, uma “incógnita ambulante”, cuja habilidade é somente para criar conflitos e escolher inimigos.

Pasmem! Um dos filhos do presidente, Carlos Bolsonaro, ameaçou ir embora para nunca mais voltar caso o pai insistisse em nomear Gustavo Bebianno como ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República. Em protesto após a nomeação de Bebianno, o livro revela que Carluxo cortou a comunicação com o pai e, mais uma vez, Bolsonaro ficou “fora de si” com o sumiço dele.

O livro trás uma informação muito preocupante: Bolsonaro “teme a instabilidade emocional do filho”, que ele chama na intimidade de “zero dois”. De acordo com o documentário, Carlos Bolsonaro é “usuário de medicamentos para estabilização de humor” e o pai teme que ele “faça uma besteira”. Simplesmente escandaloso!

Meu Deus, aonde o povo brasileiro vai chegar para ser jogado!?

Segundo o jornalista Guilherme Amado, da Revista Época, a autora do livro trabalhou de maneira discreta, viajou quase toda semana de 2019 a Brasília ou ao Rio de Janeiro e mergulhou nas entranhas do “olavismo”, dos militares e da família Bolsonaro para contar a história do mais errático e inusitado início de governo desde a redemocratização.

Guilherme garante: “Quem leu Tormenta garante que é melhor o Planalto se preparar. Vêm por aí histórias que vão incomodar meia Esplanada e principalmente a família Bolsonaro”.
Fonte: JL
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